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Como diferenciar uma pedra preciosa de uma sintética?

Existem várias pedras preciosas com diferentes cores, formatos, brilhos e valores. Dentro dessas opções, estas podem ser preciosas ou sintéticas. Como saber diferenciá-las? 
GEMAS NATURAIS
Entende-se por gemas naturais as que não possuem interferência alguma do homem e são formadas completamente pela natureza. Elas podem ser orgânicas ou de origem animal, tais como a pérola, âmbar e coral. E podem ser inorgânicas (sem base de carbono) ou mineral, como a safira, rubi, diamante e água-marinha.

GEMAS SINTÉTICAS
Algumas gemas são difíceis de encontrar e por isso são mais raras e possuem um custo elevado. Com todos estes fatores, o homem encontrou uma forma de contornar isso e criou as gemas sintéticas (também chamadas de revestidas ou constituídas) em laboratórios. Elas são feitas a partir da gema natural, são espécies de “clones”. As gemas naturais são pulverizadas, e o material obtido é fundido e recristalizado em diferentes condições. Como o material é obtido a partir de uma gema natural, a gema sintética possui propriedades muito semelhantes às gemas naturais, bem como transparência, brilho, densidade, dureza. Por isso, identificar as diferenças entre gemas naturais e sintéticas só é possível através da utilização de microscópio gemológico. Vale ressaltar que gemas sintéticas não são gemas artificiais.

GEMAS ARTIFICIAIS
As gemas sintéticas são criadas a partir de uma gema natural, diferentemente da gema artificial, que é totalmente criada pelo homem. Um ótimo exemplo é a zircônia cúbica, a qual nunca foi encontrada na natureza. A primeira tentativa de produzir gema sintética foi em 4 mil anos antes de Cristo, no Egito, provavelmente em um momento de escassez da lápis-lazúli, a qual possuía grande importância para os egípcios. Eles tentaram aquecer o esteatito mas não obtiveram sucesso. A partir do século XIX, depois de vários processos diferentes, a produção de gemas sintéticas aumentou e deu-se início a criação dessas pequenas notáveis.